quarta-feira, 23 de maio de 2012

Bob Dylan - Porto Alegre, 24 de abril de 2012

#
Fotos: Marcos Mattiello
#

Assistir Bob Dylan ao vivo é sempre uma experiência única e desafiadora. Você pode até supostamente estar bem preparado pra segurar o rojão ao vê-lo de perto, investigar os setlists anteriores, lançar os dados e fazer suas apostas num desenho do espetáculo tipo, Bob não vai sorrir, ele não vai interagir com o público, etc. Então, chegamos ao show dessa terça-feira (24), no Pepsi On Stage, em Porto Alegre, aí Bob mostra pra uma “puta velha” como eu, um cara que escuta seus álbuns há 27 anos, um homem que se julga conhecedor do assunto, e diz na forma de uma voz vinda do fundo da consciência: “Hey man, essa é apenas a segunda vez que você vê a Never Ending Tour ao vivo, então, ainda não viu nada!”. Leia sobre o show de 1998 clicando aqui. Percebi a sinuca de bico que tinha me metido quando fiquei consternado ao não reconhecer uma das canções tocadas na Capital gaúcha. E eu não fui o único. Coincidentemente, vi o show ao lado de dois caras escolados, Dylanólogos. Eduardo Bueno (o homem tem o invejável currículo de ter presenciado 74 shows do Bardo) e de Fernando Viotti (que assistiu as seis apresentações no Brasil, além de ser colaborador do site Bob Links), e mesmo assim, quando Dylan tocou “John Brown”, todos nós ficamos nos perguntando “Que raios de som é esse?”. É meu velho. O tranco foi violento. Ele tocou clássicos como "Like A Rolling Stone" e "All Along The Watchtower" e temas obscuros do grande público como "Blind Willie McTell", uma das grandes canções abandonadas da discografia oficial do norte-americano. Foi um show pra ficar na história da capital gaúcha, e novamente Dylan aparentava uma disposição ferrenha pelo palco, assim com também distribuiu vários sorrisos para o público.
O show começou na hora marcada. 21 h e Dylan aparece no palco igual um General Yankee com seu uniforme (terninho) ao estilo da Guerra da Secessão americana, e a banda também surge vestida a caráter em ternos escuros. Ele logo dão início a mais uma noite de trabalho.

O show completo está disponibilizado no player abaixo.




“Leopard-Skin Pill-Box Hat” foi o som escolhido para abrir todas as apresentações no país, e trata-se de uma boa escolha. Minha versão favorita saiu no “Bootleg Series Vol.4” e foi capturada na famosa apresentação de Manchester, em maio de 1966. Já essa versão atual soa menos virulenta, mais leve, quase como um reconhecimento de terreno ou um belo aquecimento dos músicos no palco.

 Em “It’s All Over Now Baby Blue” dá pra perceber de cara algo que já tinha lido em algum lugar sobre os shows no Brasil, a banda do Chefe toca pra ele e não pro público. Principalmente o guitarrista Charlie Sexton. A cada meia dúzia de acordes parece que Sexton busca o olhar de Dylan, como se estivesse a espera de um sinal de aprovação. Como um filho buscando a um afago do Pai. Dylan sorri, tipo “Okay, Charlie!”. Bob faz o solo da canção na guitarra, e como diria Mike Bloonfield “igual um menino tateando o interruptor num qualquer escuro”, e quando ele acha a chave (ou o acorde certo) novamente esboça um sorriso.

*
*



“Things Have Chaged”, música que deu o Oscar a Bob, sempre foi uma das minhas preferidas. E esse som tem um sabor especial. Em 2002, tive uma espécie de Epifania enquando ouvia ‘Things’ em minha casa. A letra diz; “As pessoas são loucas e os tempos são estranhos. Antes eu não me importava, mas as coisas mudaram”. Tomei a decisão de me separar da minha primeira mulher enquanto ouvia o refrão. Essa versão de Porto Alegre soou diferente, mais travada (no bom sentido), não menos provocante. Bob a canta no seu novo estilo “crooner”, no meio do palco, tipo um cantor barato de baile, gesticulando, disparando cada frase como uma flecha. Para delírio do público (cerca de 7.500 pessoas que lotaram o Pepsi On Stage) Dylan faz seu primeiro solo de gaita.

*
*




“Tangle Up in Blue” como foi apresentada no álbum “Real Live” (1985) ainda é minha versão favorita da canção de abertura de “Blood On the Tracks”, entretanto, não dá pra deixar de perceber que esse arranjo trouxe nova luz ao som. O baixista Tony Garnier parece um pistoleiro mexicano no seu terno preto. Segura o baixo como um atirador de elite segurando o rifle contra o peito. Gosto da postura compenetrada de Garnier, muitas vezes olho no olho com o baterista George Recille. O músico britânico Richard Thompson disse que essa é uma das 10 melhores canções do século XX. A versão século XXI não faz feio. Fiz sinal de positivo para meu amigo Marcos Felipetto, distante poucos metros de onde eu estava. Esse novo fã de Dylan já está catequizado.


“Beyound Here Lies Nothing” de “Together Trough Life” (2009) é um atestado de que Bob ainda sabe construir um clássico. No início senti falta do acordeom de David Hidalgo (músico do Los Lobos que gravou o tema original), e ao vivo, achei a canção mais magrinha, menos impactante. No entanto, enquanto o som progredia a banda foi ganhando coesão e engordando o som,  enquanto Dylan meio que observa, e logo esboça mais alguns sorrisos. Aí o lance vingou. Contrariando o script, o velho estava novamente de bom humor na Capital gaúcha. Seriam os ares arejados ao largo do Guaíba ou um novo amor em sua vida, já que foi visto caminhando com uma mulher no Parque Moinho de Ventos? Quem relatou o encontro foi a escritora Paula Taitelbaum que topou de cara com o Poeta no Parcão. Paula estava acompanhada de sua filha Clara, de 11 anos, que entregou um bilhete a Bob. Leia a história completa aqui. Falando em outra criança, na entrada encontrei meu amigo Oly Jr. Ele me disse que batizou seu filho de Dylan Gasperin Jardim. Fã é fã.*


É quando ouço a mais bela versão de “Simple Twist of Fate” da minha vida. Essa canção que fala de uma amarga despedida, o não digerido fim de uma relação, surge em Porto Alegre como uma balada doce, angustiante e lindamente conduzida pela banda. Sinto um aperto no peito. O guitarrista Stu Kimball parece entrar em transe, de olhos fechados algumas vezes, sempre compenetrado. Eu aperto minha namorada contra o peito para que nunca mais sofra um amargo golpe do destino.

*
*


E eis que surge “John Brown”, música que apareceu pela primeira vez num registro oficial no álbum “Unplugged MTV” (1995), tal som que deixou, eu, Bueno e Viotti consternados. É... Meus caros amigos! Dylan nos deu um nó nessa versão sincopada da canção antiguerra, e grande surpresa no setlist gaúcho da NET. Confesso que fiquei tão preocupado em descobrir que música a banda estava tocando que acabei não curtindo o som em sua plenitude.


 “Summer Days”, o atual toque do meu celular, é um rockabilly danado de bom! A forma como foi tocada na capital, mais macia, um pouco mais lenta, não tirou o brilho desse número arrasa quarteirão de “Love & Theft” (2002), um dos meus discos favoritos de Bob. Dá pra perceber que a banda fica ligada em seu líder, e que, Dylan controla o andamento dela, assim como Recille é o pivô das viradas que eclodem no riff na guitarra de Sexton. Não é apenas o público que se sente desafiado ao assistir um show de Dylan, sua própria banda também é convidada a bater uma bolinha.


*
*


Disparado, outro dos pontos altos da noite passam por “Desolation Row”, tema que fecha as portas de “Highway 61 Revisited” (1965).  Banda soa coesa, firme, ajustada, e “come frouxa” a troca de olhares entre os músicos. Dylan sorri de novo e resolve improvisar no teclado. Donnie Heron não tira os olhos das mãos de Bob, e caça as notas do líder com seu lap (ou pedal steel). Ele parece estar se divertindo. Bueno fica embasbacado. Viotti diz: “O que é isso, cara! Dá pra chorar?”. Uma nova e única versão nasceu frente aos nossos olhos. Porra! E ainda tem gente que quer ouvir as canções iguaiszinhas aos discos?!
Na posição número 10 do setlist, Dylan Tinha "High Water" e uma segunda opção. E acreditem: sim! Ele tocou a bola 2.



“Blind Willie McTell”. Era uma das mais esperadas da noite. Pelo menos por mim. Estava com inveja do público de Brasília que ganhou na semana passada sua versão do som. Quem não viu o vídeo da apresentação de Dylan e sua banda no início do ano no 17th Annual Critics’ Choice Movie Awards, que homenageou Martin Scorsese, por favor, o faça! Clique aqui. Aí você vai poder ter uma noção do que falo. Essa música descartada de “Infidels” (1983) e ressurgida em de forma acústica de 1991 (no álbum Bootleg Series Vol. 3) é uma das grandes pérolas perdidas de Bob.  A música que parece sintetizar a história da escravidão, da ganância e da corrupção em cinco estrofes devastadoras, surge no set da Capital gaúcha. E eu estava bem na frente do palco, ouvindo nota por nota, pegando cada fração de segundo daquilo que ouvia, e guardando pra sempre em minha memória. E como disse meu amigo Vínicius Dias (repórter esportivo do DSM), Dylan tinha sangue nos olhos quando soprou três vezes a sua gaita nos solos. Mil vezes espetacular! E tenha certeza, caro leitor, o espírito de Blind Willie McTell, bluesman norte-americano que morreu em agosto de 1959, em Milledgeville, na Geórgia, e que inspirou a canção de Dylan, vive. Ele agora está aprisionado para sempre nas ruas e vielas de Porto Alegre.



Depois da noite ganha, tudo que vier seria lucro. No entanto, agora com a máquina a pleno vapor, Dylan e os seus pisam no acelerador com “Highway 61 Revisted”. Particularmente, nunca foi uma das minhas prediletas. No entanto... Depois da noite de ontem, esqueçam minha não-predileção pela música. Uma estupenda versão do número que dá nome ao LP de 1965 foi executada no palco do Pepsi On Stage. Novamente Donnie cata as notas de Dylan com seu instrumento. Eis uma banda e seu líder em pleno parque de diversões.


A posição 15 do show trazia três opções de músicas. Ele descartou "Tryin' To Get To Heaven" e "Spirit on the Water"e tascou “Love Sick”, obra matadora que abre o meu álbum número 1 de Dylan (escrevi em caneta azul o algarismo um no meu CD). Um homem sentindo implacável desgaste do tempo, a idade avançada “cafungando” como uma besta a suas costas, o fazendo confessar que está farto do amor. Minha frase favorita foi ouvida como um entalhe definitivo: “Sometimes the silence can be like the thunder” (Certas vezes o silêncio pode ser como um trovão). E o Trovão sou em “Love Sick”. Quem mandou Augie Myers (tecladista que tocou no álbum original) incentivar Dylan a voltar às teclas. Agora ele acha que é um tecladista. Culpa da tendinite, ou não, o certo é que seu teclado encaixou perfeitamente na massa sonora empurrada pela banda. Uma versão devastadora. Chega de adjetivos...



*


Depois do Trovão ter soado, eis o verdadeiro “Thunder On the Mountain”. Alguém do meu lado, um garoto de 18 anos, Pablo, de Montenegro, que conheci na fila antes do show, me disse; “Ele parece cansado”. Eu disse “Não. Impressão tua!”. Apesar da minha afirmação, depois da pergunta do garoto acabei incorporando sua linha de pensamento (putz, ta profundo esse troço!). Dylan economiza nas notas e toca certas partes da canção com uma mão na cintura e outra pipocando nas teclas. Mesmo assim a banda manda valendo, e dá pra perceber que novamente o Chefe está no comando de uma nova versão. Talvez o ponto mais baixo da apresentação. Mas pode ser apenas uma impressão.


Buenas, se alguém achava que o protagonista estava cansado, depois de “Ballad of Thin Man” qualquer dúvida foi exorcizada. Uma versão digna de entrar em qualquer álbum ao vivo do Homem. Monumental audição de um dos clássicos absolutos do rock.


E eis que chegamos a “Like A Rolling Stone”. Público em ponto de bala. Como aconteceu em BH, Dylan não canta o refrão. Pra quê? Afinal, essa é uma canção que não mais pertence ao seu criador. É de domínio público. Uma gema faiscante que nunca perderá seu brilho. Dylan sorri novamente quando vê o público cantando o refrão que criou há quase 50 anos.


*
“All Along the Watchtower”, música que Jimi Hendrix roubou do seu criador e nunca mais devolveu, tanto que muitos pensam que o som foi composto por Hendrix, gera eclosão do público nos primeiros segundos que Charlie Sexton manda ver no riff. Versão curtinha e eficiente.


*
*


Eis o suposto fim. Dylan se despede com a sua banda perfilada como um bando de proscritos do velho oeste a suas costas. Alguém disse que as sombras projetadas no fundo do palco faz o espetáculo parecer um filme de faroeste. Nunca um palco com tão poucos adereços funcionou tanto. O publico não aceita sua partida. Pede o retorno em alto e bom tom; “Dylan, Dylan, Dylan...”.
E o bis vem com a versão valseada de “Blowing in the Wind”, com Donnie no violino. Linda, tênue, longe da forma original como foi gravada no disco de 1963, mesmo assim, ainda continua passando seu recado e soando como um clássico.


*
*


Assim, caro leitor, encerrou-se a terceira vinda de Dylan ao Estado, e que  nos trouxe um artista novamente reinventado por si. Mesmo que esteja longe daquela figura iconizada por muitos, meio Vincent Price western, vestido ao estilo de Nico Fagundes (como diria uma leitora do blog), cantando como um representante dos velhos tempos, tocando menos guitarra, redescobrindo a harmônica e com pose de bluesman, um tecladista "falsífis" que desafia sua banda e ainda consegue nos deixar incrédulos com sua capacidade de permanecer como Lenda Viva, por mais ridícula e previsível que essa definição possa parecer.


*

Foto: Marcos Felipetto

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O prazer como força propulsora do fazer jornalístico


Divulgação Touchstone


Por mais que o fazer jornalístico aparentemente tenha perdido seu encantamento frente ao mundo das grandes corporações e interesses, será que ainda há espaço para o idealismo na profissão de jornalista? Quando percebemos que grande parte da história do mundo foi regida pela mentira e desigualdade, e constatamos que uma quantia considerável do ouro e da prata da humanidade escoou direto para as mãos de uma minoria privilegiava, começamos a duvidar de daquilo que é publicado nos jornais ou impresso nos livros de história.  Como foi dito pelo personagem principal do artigo nominado “O Professor Gaivota”, escrito em 1942, pelo jornalista norte-americano Joseph Mitchel, “é provável que a verdadeira história do mundo ainda esteja inédita”. Nesse artigo publicado na renomada revista “The New Yorker” Joe Gold (ou “Professor Gaivota”, como ele gostava de ser chamado), afirmava estar escrevendo o mais extenso livro de todos os tempos, onde revelaria a autêntica história da humanidade. Segundo ele, muitas mentiras seriam reveladas.

Uso essa introdução para enredar o tema do fazer jornalístico como uma vereda que pode nos revelar a verdade sobre fatos como eles são, e não como aparentam ser aos olhos de pessoas comuns, sem faro jornalístico, assim como, através de idealismo e paixão de alguns profissionais, podemos constatar o quanto essa profissão ainda pode mudar as regras do jogo e imprimir sua marca na história da humanidade.

Para isso, vou falar de dois filmes: “Todos os Homens do Presidente” (1976), dirigido por Alan Pakula e estrelado por Dustin Hoffman e Robert Redford; E “O Informante”, de Michael Mann, com Al Pacino e Russel Crowe.

Em “Todos os Homens do Presidente” o filme nos mostra o quanto devemos estar ligados em fatos aparentemente sem importância, onde sacamos que estar atentos e “antenados” (sintonizados) com as conexões de um autêntico fazer jornalístico - é primordial - para que consigamos levantar a lebre de um grande furo jornalístico. Conclusão: quando fazemos o que gostamos, isso pode fazer toda a diferença. Uma pequena prova disso pode ser vista no filme. A história se passa em 1972, quando, sem ter a menor noção da gravidade de fatos aparentemente sem importância, Bob Woodward, um repórter (Robert Redford) do Washington Post inicia uma investigação sobre a invasão de cinco homens na sede do Partido Democrata. Com a ajuda de outro colega do jornal, Carl Berstein (vivido por Dustin Hoffman), a investigação dá origem ao escândalo Watergate. A matéria (e toda a investigação) da dupla acabou sendo um dos pilares para a conseqüente queda do presidente Richard Nixon.  Durante todo o processo de apuração dos fatos, Bestein e Woodward passaram a não ter vida própria. Movidos pela paixão e idealismo eles não mediram esforços para obter toda a verdade referente aos fatos.


Já em “O Informante”, segundo filme mencionado, a história se passa em 1994, quando um ex-executivo da indústria do tabaco deu uma entrevista reveladora ao programa jornalístico "60 Minutos", da rede americana CBS. Jeffrey Wigand (Russell Crowe), um alto executivo despedido da Brown &  Williamson, afirmava que os manda-chuvas da empresa em que trabalhou não apenas sabiam da capacidade viciadora da nicotina como também aplicavam aditivos químicos ao cigarro, para acentuar esta característica. Na hora H, porém, a CBS recuou e não transmitiu a entrevista, alegando que as consequências jurídicas poderiam ser fatais. Baseando-se nesta história real, “O Informante” narra a trajetória do ex-executivo e do produtor, o jornalista Lowell Bergman (Al Pacino), que o convenceu a falar em público. Nesse caso, o personagem vivido por Al Pacino, um homem com convicções de esquerda (em uma cena do filme dá pra visualizar um pôster do poeta beat Allen Ginsberg na parede do escritório de Bergman), mas atuando em uma empresa de televisão renomada, e totalmente mainstream, leva uma rasteira de seus chefes, quando a cúpula da CBS resolve não exibir a matéria na íntegra. A Brown & Willianson acaba pressionando os executivos da rede de TV, seja com retaliações comerciais, um consequente processo ou até com a possível compra da emissora. É quando, então, Bergman resolve encontrar outros meios de revelar a verdade por trás dos fatos. Desacreditado, ridicularizado e completamente decepcionado, mas principalmente movido pela paixão e idealismo, o produtor acaba movendo as peças do jogo e no final das contas, consegue provar que sua matéria (ou fonte), nada mais do que revelava uma verdade sobre o mundo das grandes corporações.

Dá pra concluir que no frigir dos ovos, o que realmente faz a diferença na profissão de jornalista (e em qualquer profissão) – é o amor por aquilo que fazemos. Nada supera isso, nem mesmo "a grana" - eu prefiro acreditar na "gana" pelo ofício. Talvez, apenas um tolo como eu (e mais uma meia dúzia de "gatos pingados") acredite que ainda possamos fazer a diferença nesse velho mundinho repleto de “maracutaias” e tramóias. Assim como o Professor Gaivota de Mitchell, suspeito que uma boa história ainda pode ser escrita e "farejada" de uma forma honesta e com a devida dose de paixão e idealismo. E esses dois filmes, baseados em acontecimentos verídicos, também são a prova concreta disso.

Veja os trailers.    





quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Drive In, T-shirts, livros, Lps e um monte de outras coisas...

Fotos: Lauro Alves


O ano começou voando. Gravação do álbum de estreia da Jack of Hearts (saiba sobre as gravaçoes clicando aqui), novo livro em construção (em 2012 faço 10 anos de minha primeira publicação - Saindo da Linha), o trabalho na Itapema, e outras mil coisas que sempre acabo fazendo ao mesmo tempo. Entretanto, tem algo ainda mais legal acontecendo. Em março estarei voltando ao passado com a loja Disco Voador, empreendimento meu e do Cáca Nicoloso, colega de banda e de "fissura" por LPs. Minha história profissional passa por lojas de discos que trabalhei nos anos 80, 90 e 2000 (Bobbysom, Oficina Rock). O Cáca também já se aventurou numa lojinha há alguns anos, e o homem é um entusiasta das camisetas com temática roqueira. Veja essas. Em breve também lançaremos nossa própria linha de T-shirts. Aceitamos vários cartões de crédito. 

Só que a Disco Voador será uma espécie de Sonho Dourado em forma de vinil, afinal: - é nossa loja! 



A DV já existe no mundo virtual. Ela tem um Blog - siga o Twitter - curta nossa página no Facebook - e em breve ela terá seu próprio site para vendas on-line, e o mais bacana, também existirá como espaço físico (Antero Corrêa de Barros, 233, em SM). O funcionamento irá rolar dentro daquele esquema de oferecer aos amantes de um bom som, um local apropriado e climatizado para troca de figurinhas, bate-papo e afins. A princípio abriremos somente nos sábados de manhã (para público em geral) e por agendamento de horário. No entanto, já montamos um acervo que nos orgulha. A discoteca da Disco Voador está recheada de títulos de jazz, blues, rock e MPB, além de tantos outros gêneros.

A abertura oficial das operações está agendada para o dia 03 de março às 10 da manhã. Aí você me pergunta: O que estas fotos do post tem a ver contudo que relatei nessas linhas? Essa foi uma sessão de fotos que rolou no inverno de 2011. A intenção é usá-las num projeto de novos textos batizado de "Drive In"

As fotos são do amigo Lauro Alves (ZH) e a modelo é Marília Bianchini. O local escolhido foi a entrada da minha casa. Esse Chevrolet das fotos é um modelo dos anos 40 que está adormecido faz tempo em frente ao meu portão. Quem sabe final do ano esse tal de "Drive In " venha a tona no papel? O disco voador já está em pleno voo.

Quem viver verá!  


Um Gitanes para Serge


Biografia do grande Serge Gainsbourg. Acabou de chegar pelo correio. Um passeio pela vida de um homem que soube talhar a grife da polêmica.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Prenúncios de uma tempestade

Fotos: Guilherme Escosteguy

Essas imagens circularam no Facebook na última sexta-feira (03). Quem as registrou foi Guilherme Escosteguy. O clique foi disparado da janela de uma agência de publicidade de Santa Maria (Simplexa).


Visões do apocalipse. A impressão é que Santa Maria seria esmagada, trucidada por essas nuvens cor de chumbo que mais pareciam um mar de cinzas vulcânicas. No entanto, sobrevivemos. Até quando?

A natureza e suas imagens fascinantes, belas e assustadoras.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

the end of the line

the end of the line

Foto: Janaína Falcão (Outubro 2008)