terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Então é isso... Huuuuuuuuummmmmmmmm


Dificilmente disputaria uma briga de foice pantanosa & travada de chispas como essa. Deus! Provavelmente tiraria o corpo fora entre o Miss(i)ssipi & a Louise(&)Ana. Não sei como mas ainda tôo por aí. Vi o novo mapa mundi desenhado por um louco que recebeu a luz divina & olhem só: trago boas novas! Parece que existem grandes possibilidades de um cara indeciso como eu sobreviver & conseguir um emprego nesse tal mundinho pós-escrofuloso que tá vindo a reboque. É difícil dizer o significado de tudo aquilo que inconscientemente escrevo ou digo ou faço sem a mínima fração de temor em detonar o planeta & a paciência de muitos com tanta aporrinhação de saco. Parece ½ obtuso de minha parte, mas pode acreditar: é uma espécie de fluxo maluco que sangra como uma ferida aberta no espírito & segue derretendo toxinas pelos quatro cantos de qualquer ilusão. Já viu um ovo choco furado vazando clara & gema & mau cheiro pelo chão? Um daqueles acidentes de percurso que aconteceram quando piscamos os olhos por um segundo e... BOOM!!!


O guarda-freios não viu nada & agora entendo esse reflexo de sol esquisito que incomoda quando estou de mau humor o tempo todo acendendo o pisca-alerta & a luz de emergência. Talvez seja pelo fato de estar sóbrio a essa altura da manhã empedrada de matizes & bolor. Nunca responderia um pergunta dessas! Imagine então o vácuo do universo apitando na cara do cara & ainda fazendo vapor a embaçar qualquer discurso de defesa antes de relatar ao novo presidente que é um absurdo alguém dizer que faz isso ou aquilo de forma premeditada! Afinal, o que adianta ter uma conta bancária & uma carteira repleta de passes que não servem pra nada. A única compra-passaporte-de-prazer-instantâneo é um livro secreto prestes a ser devorado da primeira a última linha. É esse é o verdadeiro fim da linha. O fio da meada enrola na minha forma de pensar & sempre soube que (as vezes) comer não passa de algo supérfluo. Dormir pouco é o segredo da iluminação instantânea que nunca bate na porta antes de sentir o gosto do mingau de sarjeta daqueles dias que vieram quadrados. Nunca tive nenhuma vontade de queimar os neurônios ou os papéis de rascunho que esqueletaram histórias ainda não escritas & contadas como desejos secretos.


Tudo não passa de conversa fiada & pasto vitaminado pra otário dormir antes que o sono dê o bangornaço final. As respostas ainda não foram escritas na lápide de Sidarta que foi roubada sem nunca ter existido. Moisés não nos disse nada & nunca mais dirá coisa nenhuma. Algumas revelações não poderiam ser reveladas. Lembro dos ratos fugindo dos homens como perguntas precisando cessar antes que outro dique venha abaixo. Necessito urgentemente entender o espírito dessa coisa chamada fluxo maluco que afunda como uma adaga afiada cruzando meu peito & fazendo sangrar a ferida aberta em meu coração que ainda não foi enterrado na curva de nenhum rio poluído. É pouco. Praticamente nada. Ouço o apito do trema da 1/2 noite chegando atrasado as 03:29 da matina. Agora posso deitar na cama. Dormir é outra história...

sábado, 5 de dezembro de 2009

StripTease


Eu queria levar um papo bem de perto contigo. Sussurrar no pé do teu ouvido uma palavra perversa escolhida a dedo. Depois eu te peço pra vestir a calcinha nova que comprei especialmente pra ti, e em seguida - quero te propor um jogo cênico: Eu na pele de um cafetão da velha Orleans, e tu como uma Blaze Starr dos trópicos a rebolar em frente as luzes mornas do abajur. Não precisa reclamar do palco que não existe, te ver desfilando no meio da minha sala me basta. Preguiçosa como uma gata mimada. Eu deitado no sofá de veludo como um governador endinheirado, e tu dançando frente a uma BIG BAND imaginária a te impulsionar loucamente. Quero uma roupa transparente com detalhes de rendas, longas plumas, cheiro de perfume & a nudez desvelando-se aos poucos. Em 1/4 de hora irei ordenar o encerramento das preliminares com um drinque a escorregar direto da tua boca vermelha para a minha língua. Antes de te carregar pro quarto, abarcaria teu suor como um afluente do rio que leva a minha alma. Só quero comer aquele peixe depois da terceira sessão. Os talheres de prata estão reluzindo no espelho do porta retratos. 'Cê sabe do que eu tô falando? Depois eu quero o teu autógrafo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Um toque de cores ansiosas


Acredito que a melhor foto não tenha sido publicada. É provável que o desenho mais criativo esteja aprisionado no escuro de uma gaveta. A surpreendente declaração de amor ainda não foi dita. O segredo solene está longe de ser revelado. A posse da chave do cofre não leva ao autêntico tesouro. Quem sabe um dia algum tipo de suprema liberdade seja conquistada de verdade. A música esperada dificilmente toca na hora certa. A trepada do século deixou certo sabor de decepção. No último beijo a língua ficou impassível mas imóvel. A grama foi cortada, mas a chuva & o calor vão acelerar seu crescimento. Comprei o livro, mas não encontrei todas as respostas. Exorcizei os meus demônios, mas logo após senti saudade do infortúnio deles. Tomei um banho demorado, mas a sujeira não foi removida. Apesar de estar muito bem engomado, o terno de listras não saiu do guarda-roupa. A carne de primeira petrificou no freezer. A melhor equipe não ganhou o campeonato. Conquistei o sossego & agora o silêncio soa como um trovão.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Não necessariamente nessa ordem


Mosquitada dos infernos lá fora. E o pior: parte dela tá aqui dentro de casa! Mamãe esqueceu a janela aberta e o bicharedo invadiu a minha choupana como um enxame vindo direto dos infernos. Meti 'Mortein' valendo por toda a casa & envenenei o rabo dos filhos-da-puta. Borrifei inclusive no meu quarto. Liguei o ventilador pras coisas circularem. 33° graus. Pulei o banho e esquentei a bóia. Matei um rango de segunda. Falo que ele foi feito na segunda-feira, afinal, hoje já é quinta, mas ele ainda parecia comível. Arroz com galinha repleto de curry. Na verdade era praticamente curry com galinha. O pior que tava razoável. Um dia desses vou pedir comida chinesa pela tele-entrega. Provavelmente dia 5 quando eu receber o meu soldo.


Detesto calor. Pedi duas latas de cerveja emprestadas pro vizinho. Coloquei bem no fundo do congelador. Em 15 minutos tomei a primeira. Tava morna. Eu nunca tive paciência pra esperar. Em ½ hora tomei a segunda. Longe de estar no ponto. Gostaria muito que elas estivessem mais geladas. Se estivesse satisfeito, quem sabe na sequência eu iria dar uma banda no pátio & quem sabe molhar as plantas. Não necessariamente nessa ordem. Alguma coisa quente cruza minha mente & logo depois penso que poderia ir ao boteco buscar mais uma dúzia de latas. Bem geladas dessa vez. Só que não tenho um puto pila no bolso. Paciência.


Pelo menos a casa parece mais limpa do que nunca. Minha coroa fez uma faxina & tanto. Cheiro de pinho com inseticida pelos quatro cantos. Tem uma dezena de mosquitos durinhos da silva & outra 1/2 dúzia deles tá indo pro saco em poucos minutos. Ligo numa rádio on-line que só toca Bob Dylan. Cara previsível esse tal de Márcio Grings! Pego o início de Simple Twist of Fate, versão original Blood on The Tracks.


"Train Moving..."

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Quando os grilos cansarem de fazer barulho


Sabe, tenho a impressão que não me conheces. Devo ter falhado mais uma vez. É... Talvez não saibas quem realmente eu seja. É provável que me vejas como um enganador qualquer. Oh. minha cara... Uma pena me julgares como a qualquer outro navegador de interesses. Não tenho pinta de farsante, e afinal - Eu sempre fui inofensivo, minhas garras não foram afiadas, & nunca soube blefar. Toda vez que sou desacreditado, temo que não me conheças de verdade. A imagem que tens de mim, parece distorcida. Porque turva-me frente aos teus olhos? Eu abandonei o cinza por tua causa & agora tu me jogas toda essa vingança parda? Eu perdi a partida antes mesmo de cortar o baralho. Eu não jogo porra nenhuma faz tempo. Larguei a jogatina, pois me denuncio. Meu olho trêmula toda vez que armo o bote. Por isso resolvi parar há alguns meses. Agora bebo em silêncio, eu & minha sina. Geralmente brindamos quando todos estão dormindo & quando os grilos já cansaram de fazer barulho. Antes que a última gota se esgote da garrafa, eu também me declaro esgotado. Cansado de ser incompreendido & demasiadamente rotulado como alguém que apenas dispara armadilhas. Uma pena pensar assim, Milady... Desde criança não mato nem as formigas. Eu sempre sou pego nessa brincadeira de esconde-esconde. Na verdade eu nunca fui criança, nasci com 30 anos, mas tenho a ingenuidade de um garotinho. Acho que nunca irei crescer ao ponto de compreender a natureza humana. A lua finalmente aparece lá fora. Será que amanhã vai chover de novo? Vejo um círculo, uma espécie de auréola em torno dela, algo que empresta um ar imaculado a lua nova. Estou no aguardo de boas novas. Boa noite!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

8° CESMA IN BLUES


Próximo sábado tem mais um Cesma in Blues. Em sua 8° edição o festival vai ser o espetáculo de encerramento do 8° Santa Maria Vídeo e Cinema. Nada mais justo, o SMVC o CIB são primo-irmãos e fazem aniversário no mesmo ano. Nesse 2009, tudo começa com a Red House e seu som incrustado de nebulosidade e cartilagens roqueiras. Depois vem a Lenha Seca, outro representante do blues santa-mariense, este sim, com um foco em standards e centralizada na competente harmônica de Leonardo Copetti. Pra encerrar os trabalhos, o virtuose gaúcho Solon Fishbone, um dos nomes maiúsculos do blues brazuca.

A edição desse ano acontece bem no centro da cidade, no Comercial, tradicional clube da cidade. Ingressos antecipados na sede da CESMA.


Links:



Aqui no Memorabília, primeiro ouçam um dos sons inéditos da Red House (em áudio), que estará no próximo disco da RED, previsto para o 1° semestre de 2010. Depois, logo abaixo, mais amostras grátis (em vídeo) de cada uma das atrações. Nos vemos por lá!





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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Red House de volta!


Nessa sexta, 10 da noite no Zeppelin. Estreia de Caio Balbinot - novo baixista.